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Arquivo da tag: Ponto de vista

Pontos de vista ou foco narrativo

Páginas escritas: 0 (final de semana não trabalhei)
Páginas revisadas: 0
Leitura: Também não li nada sábado e domingo

Eu disse que tava devendo esse post, não disse? ;)

O autor pode escolher qualquer foco narrativo e alternar entre eles, desde que se mantenha coerente com a sua escolha. Claro que se você optar por uma narrativa em primeira pessoa não pode sair por aí contando detalhes sobre um cenário do qual o seu herói ainda nem adentrou. A não ser que o narrador da história seja onipresente, poderoso e consiga por algum tipo de natureza burlar as leis da física como as conhecemos até hoje. :P

Sempre achei melhor escrever em primeira pessoa. Talvez seja um pensamento infantil de achar que assim fica mais fácil de passar o que eu quero para o personagem e fazer com que o leitor entenda logo de cara tudo o que ele pensa. Mas é claro que você tem diversas possibilidades – na terceira pessoa – de expressar o mesmo tipo de lógica, é só saber usar a técnica do foco narrativo.

duas caras.bmp

Apesar de preferir escrever em primeira pessoa, o Projeto 16 está em terceira. Acho que foi uma tentativa de desafiar a mim mesma, risos. Talvez se eu conseguir terminar – ou melhor – QUANDO eu terminar o livro, vou poder dizer que enfrentei um desafio e venci, e que se eu consegui realizar do jeito que, na minha opinião, é o jeito mais difícil, poderei fazer qualquer coisa. =) Pode ser um pensamento meio arrogante; mas, por enquanto, tem sido uma válvula de força de vontade. Só ‘paro’ quando terminar, entende?

E o foco narrativo?

Essa é, foi e tem sido a parte mais difícil. Quando você faz escolhas na vida garanto que já se perguntou “e se” algumas vezes, estou certa? E se eu tivesse feito faculdade de Letras e não Jornalismo? E se eu tivesse morado nos EUA por um ano quando eu era adolescente será que eu teria conhecido as mesmas pessoas que hoje são meus amigos? E se eu não tivesse pedido demissão para me dedicar à escrita, como seria o meu futuro?

Dramaticamente falando – e vocês sabem o quanto eu gosto de ser dramática – escolher um ponto de vista para o livro é tão importante quanto essas escolhas da vida. Afinal, a voz do autor vai falar (também) por meio desse foco narrativo escolhido.

Você pode escolher o observador – conta a história por uma perspectiva de fora da história, não participa em momento algum -; Narrador-que-tudo-sabe (risos) – aquele que conhece até os medos e os gostos de cada personagem, detalhe por detalhe (claro que você pode escolher se quer saber tudo sobre apenas um personagem ou vários); e cameraman - apresenta os fatos da maneira como podem ser vistos.

Tem também o narrador personagem, que participa diretamente ou indiretamente da sua história. Pode ser o protagonista ou apenas a testemunha, personagem secundário, de qualquer forma, em ambos, por essa perspectiva sua visão é limitada. Como desafiadora de almas perdidas que sou (almas perdidas = eu), obviamente, escolhi este foco narrativo. Ponto de vista do personagem principal.

Claro, sou masoquista e gosto de sofrer. Já escolhi um tema e uma história SUPER complexa para o livro, ainda coloco empecilhos na narrativa para ficar ainda mais difícil. Ai ai. Eu não tomo jeito. Mas que tá ficando legal, tá? Dessa forma vou descrevendo pro leitor o que acontece e ‘vou’ descobrindo os fatos junto com ele, entende? Tudo é um mistério até para o protagonista. Não é fácil, porque você precisa manter a linha de pensamento limitado, senão perde a graça e – vou te falar numa boa – às vezes coça o dedo para contar logo tudo de uma vez. ;)

Ah! Você pode também brincar com os tipos de narrativa independente da qual escolheu e de vez em quando soltar uma informação sobre o personagem ou sobre o cenário, como se fosse um intruso na história. Respeitando, é claro, as limitações das quais você mesmo criou.

Além disso, dá para alternar entre perspectivas. Pontos de vistas de personagens diferentes, alternar primeira e terceira pessoa. O livro é seu e você faz com ele o que você bem entender. A única coisa que não dá para fazer é confundir o leitor. E é aí que o autor não pode se perder e saber bem o que quer. Na mesma frase ou num mesmo trecho não dá para mudar de ‘visão’ ou você vai acabar dando a palavra para a Maria em vez do João. E aí o leitor vai pensar o quê? :P

Escolhi em alguns momentos dar a ‘voz’ para o antagonista. Não sei ainda se vou manter, porque quebra demais o clímax de alguns momentos; talvez seja só uma questão de reposicionamento, porém ainda não me decidi.

Gente, há diversas possibilidades de narração: principal, secundária, foco interno, foco externo, restritivo… o ideal é pegar um livro que explique minunciosamente cada um deles para escolher bem o seu. Lembrando que independentemente da escolha, a voz do autor é a identidade que vai fazer a diferença. Respeito demais aqueles que querem inovar e tentam algo diferente para a linguagem. Se sua mente estiver onde o coração estiver não tem erro.

É… além de dramática AMO ser brega. O paradoxo disso que é toda vez que acho que estou sendo brega no livro apago o trecho e reescrevo ele na versão não-brega, rs. :/ Vai entender.

Outra coisa para finalizar, pipow, não sou nenhuma expert no assunto; fiz um curso apenas, venho lendo muita coisa sobre narrativa e formatos no geral, mas isso não diz nada. E também não sou nenhuma dona da verdade. Acho que existe ainda muito formato que não foi explorado e estudado e ninguém deveria se prender a ‘tecnicalidades’, hihihhihihi.

Au revoir!

 
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Publicado por em 22/01/2012 em Aprendizado, Projeto 16

 

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Os buracos e a expectativa para 2012

Páginas escritas: 14 (Projeto 16)
Páginas revisadas: 25
Leitura: Azincourt, Bernard Cornwell

Como vocês podem ver mais uma vez eis que atinjo a minha meta. Tá ficando fácil isso, hein?! ;) Briiinks! Não é fácil não. Foram 7 horas de trabalho ontem ininterruptas, ou seja, sem espiadinhas no twitter, facebook ou e-mail. Só no Dropbox, Evernote, Word e no Scrivener. Meu DEWS da escrita! Dews, cof cof Deus, if you know what I mean… got it? ;)

Sim, eu acho que sou engraçada. Perdoem-me.

Coloquei massinha – cimento ainda não pq nada está fechado ainda no projeto – em mais um buraco na história entre os capítulos 7 e 10 e finalmente fechei os capítulos 8 e 9. Hoje amarro bem amarradinho o décimo e, finalmente, fecho 1/3 do livro. ;) *Vivi histérica*

Falando de buraco

Essa coisa de buraco sempre me fez tremer nas bases. É sério. Sou daquelas que gosta de escrever linearmente, sabe? Começando pelo “Era uma vez…” e partindo dali em diante. Ficar escrevendo cenas isoladas, trechos perdidos que poderão vir a se encaixar na história nunca deu muito certo para moi. Para falar a verdade, nunca tentei, simplesmente pelo fato de não conseguir o básico: começar. cof cof é TOC cof cof

Então vivo a minha vidinha linear e vou construindo a minha história do meu jeito mesmo.

PORÉM, percebi que ao escrever o esqueleto de um livro, ou seja, o Projeto 16, quando faço a revisão geral para retomar a história de onde parei – afinal, com a cabeça maluquinha que eu tenho preciso relembrar o que já foi dito quase todo dia -, reparo que pouca informação útil foi dada e/ou cenas que mereciam mais destaque, pontos de vista não explorados… essas coisas. Sério. Isso abriu um leque gigante pra mim. É gostoso esse trabalho de recorte e colagem. ;)

Resumindo: Eu prefiro escrever o objetivo e o resumo para depois tacar os ingredientes por cima da pizza a escrever centenas de páginas e depois editar. Sei que a maioria dos escritores fazem o oposto e talvez um dia eu consiga fazer isso também; mas, por enquanto, em minha nobre e humilde ignorância de amadora, faço o que eu posso. ;)

Foram dois buracos mega importantes na história que – sem exagero – definem a trama. Sem eles o Projeto 16 estaria cru. Vida longa aos buracos! Hail! /o/

Ps. Faltou dizer minhas expectativas para 2012. Acho que não tenho muita coisa para dizer sobre isso já que planos sempre existem e sabemos que são muitos; emagrecer, enriquecer, viver, me surpreender… A única coisa que eu peço de verdade para 2012 é publicar o meu primeiro livro e podem ter certeza que irei me esforçar MUITO para que isso aconteça. O resto é consequência! #prontofalei

Ps2. Feliz dia 3*, meu Argentino! <3

*todo dia 3 é aniversário de namoro

 
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Publicado por em 03/01/2012 em Aprendizado, Projeto 16

 

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Anotar todas as ideias pode ser uma má ideia!

Páginas escritas: 8 (total de ontem e hoje)
Páginas revisadas: 2 (juro que foi necessário)
Leitura: 30 (Frila – Revisão) + 24 (Eu sou o número quatro)

Eu contei que terminei o capítulo 3 e 4? =D

Foi lindo! Eu juro que não faço ideia do que se trata direito ainda esse Projeto 16, mas tá indo para um lugar e esse lugar é super divertido! ;)

Resolvi levar em consideração alguns conselhos como usar diferentes pontos de vista adaptando bem cada um no seu quadrado, digo trecho, e descobri a pólvora! Sério! A infinidade absurda de possibilidades que se abrem por causa disso. Posso descrever quem eu quiser, como eu quiser, sem precisar encher o saco do leitor com diálogos toscos ou narração cansativa. É lindo! Sei que também é uma coisa óbvia e pareço uma idiota falando disso agora como se eu já não soubesse antes.

Mas eu prometo que é diferente quando você REALMENTE leva isso em consideração tecnicamente falando. É tudo muito fofinho enquanto você lê, analisa, critica e usa para falar mal dos outros. A sensação de usar a técnica por um motivo mais específico é que muda a gente. ;) Faz a gente se apaixonar mais ainda pelo que faz.

Depois do meu desabafo há dois dias por não ter conseguido escrever nada porque tinha que terminar um frila (foi um sufoco mas consegui, by the way!), li uma entrevista de Stephen King, que um amigo (@rscarone) mandou por e-mail… E uma coisa que o autor disse me deixou bastante surpresa.

Quando perguntado sobre as inúmeras ideias que tinha, o que Stephen King fazia com elas… se as guardava em diferentes arquivos, ele respondeu (e pela primeira vez vi um escritor falando isso) que NUNCA coloca no papel as ideias que tem. Simplesmente pelo fato de não querer imortalizá-las. Desse jeito, se as ideais foram ruins, elas vão embora por si só e ele não fica preso à elas. E se as ideias forem boas o suficiente, ele não as esqueceria assim tão fácil.

Sei que isso é bem Stephen King, mas não deixa de ser genial. (Nada contra ele, eu amo esse autor, sou viciada na série Torre Negra que serve de grande inspiração para todos os meus projetos, mas ele sabe ser bizarro quando quer)

Enfim… Me senti melhor depois disso. Acho que até me inspirei pq nesses últimos dois dias avancei pra caramba a minha história, e só por estar quase no final do capítulo 5, lágrimas de orgulho elevam-se aos meus olhos (risos).

Obs. Mesmo que tudo isso seja lindo como a Disney, eu jamais poderia ficar sem anotar ideias toda vez que tivesse a chance, risos. Meu toque é mais forte do que eu e meus princípios, seja lá quais forem eles! :P

 
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Publicado por em 15/04/2011 em Conselhos, Projeto 16

 

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