RSS

Arquivo da tag: Disciplina

Solidão literária

Páginas escritas: 0 (impossível trabalhar com a obra rolando, snif snif)
Páginas revisadas: 0
Leitura: Paranormalcy, de Kiersten White

Trabalhar em casa o dia todo e sozinha e com ‘livros’ criados por você mesma pode ser… overwhelming – em todos os significados.

Não que eu esteja ‘experimentando’ disso ultimamente, porque com a minha mãe de férias e as obras rolando aqui em casa, fica impossível. =X

Mas já sei o quanto isso faz parte da realidade de um escritor ou freelancer que trabalha de casa. Se a gente deixar rolar, podem se passar 3, 5, 10 dias sem que percebamos que não descemos na rua nem para ir até uma farmácia ou drogaria. Isso pode ser desastroso de diversas formas.

Um dos fatores que me levou à decisão de fazer vôlei é que me obriga a sair de casa pelo menos 3x por semana à noite. Outra coisa que decidi foi andar de bicicleta de manhã todos – ou quase todos – os dias. Essa ainda não coloquei em prática pq ia começar essa semana, mas as tattoos não ajudaram. :/ Prefiro ficar quietinha em casa deixando-as cicatrizar. (veja as fotos das tattoos que fiz na quarta-feira no final do post)

Mas não to falando disso tudo só para me policiar a fazer exercício físico não, risos, também me refiro às questões sociais da vida. ;) É fácil se fechar e se colocar num mundinho à parte onde os personagens podem se tornar amigos. (Aquela que conversa com os próprios personagens, ahahaha)

Todo mundo já deve ter visto algum filme sobre escritor em que ele faz um papel de pessoa perturbada (cof cof psicopata) ou pela solidão, falta de comunicação com o mundo ‘exterior’ ou simplesmente pelas vozes… sabe, as vozes? uhhh.

É claro que a internet, principalmente as redes sociais, tudo ajuda, mas particularmente não consigo deixar de sair na rua, de respirar um ar puro, ver pessoas e conversar com elas ao vivo. Na minha opinião, nada substitui uma saída com os amigos ao cinema, bar, qualquer lugar. Independente de ter gtalk, skype, msn e e-mail.

E isso faz bem. Trocar ideias ajuda a entender melhor as pessoas, a maneira como elas pensam, o jeito de se vestir, de andar, de gesticular. Tudo isso é material para as nossas criações e não descarto nenhuma oportunidade de participar dessas ‘ações e reações humanas’, rs.

O problema disso tudo é a preguiça, dela eu entendo bem. Sei o quanto pode ser difícil depois de passar um dia inteiro dentro de casa, sentada com a bunda na cadeira de frente para o computador, ter que sair para resolver qualquer coisa.

Portanto, decidi que não há problema nenhum em sair com amigos também nos dias de semana. Seja para tomar um sorvete, um café, bater um papo de bar (1 cervejinha semanal não mata, vai!), caminhar na praia, whatever. É um objetivo para 2012. Veremos.

Será que tenho amigos que me amam e vão querer sair comigo? #^.^#

Ps. Não escrevi nenhuma página nos últimos dois dias, mas pelo menos não deixei de exercitar. Escrevi a coluna para o blog da Galera, escrevi no diário, trabalhei que nem uma condenada no frila e terminei (ufa!) e, o principal, fiz bastante pesquisa sobre o assunto do Projeto 16.

Au revoir!

 
3 Comments

Publicado por em 27/01/2012 em Conselhos

 

Tags: ,

Mea culpa

Páginas escritas: 5 (Projeto 16)
Páginas revisadas: 0
Leitura: Azincourt, Bernard Cornwell

Sabe aquela sensação na época da escola quando você acha que deveria ter feito o dever de casa em vez de ter finalmente zerado o jogo do Super Mario World – presumindo que você tenha sido criança nos anos 90?

Se você foi uma criança de média regular e levada como eu, porém boa pessoa, você também deve ter sentido essa culpa e não adianta negar. :P A gente fazia o dever quando queria, estudava na véspera e passava em todas as matérias. Não era super difícil, mas também não deixamos de nos esforçar quando era chegada a hora, não é mesmo?

É a mesma coisa que acontece comigo no trabalho depois de severos anos de disciplina. *tosse*

Só que, veja bem, não era bem disso que eu queria falar. O post era para desabafar sobre a SENSAÇÃO de culpa e não a culpa em si, pq quando eu era pequena de fato existia um ‘mea culpa’. Que fique claro que eu sei disso e amadureci e quem já trabalhou comigo sabe da minha responsabilidade, humpf. :P

A questão é… eu larguei tudo para ser escritora, todo mundo já ficou careca de saber pois fiz questão de gritar aos pilares da Terra, e isso já diz muito em relação a um sentimento de culpa. Mas é claro. As pessoas te olham como se você fosse uma alienígena cheia da grana que tem privilégios que nenhuma outra pessoa normal tem.

Vamos com calma. Eu não deixei de trabalhar pois preciso de dinheiro – não que isso seja da conta de ninguém -, e não sou nenhuma maluca por seguir um objetivo de vida. Faz bem, você deveria fazer o mesmo. ;)

Mas a sensação de culpa – imposta pela vida em si – sempre vai existir. Culpa por não poder fazer mais pela mãe que se mata para por comida na mesa, pelos amigos, pelo namorado ou por mim mesma, for that matter. Mas acho que por mim já fiz o suficiente, já que decidi – com sua parcela de egoísmo – fazer algo que beneficiará somente a minha vida, em relação aos sonhos…

Entre outras culpas, é claro.

Mas ainda não foi para isso que resolvi desabafar, risos. Normalmente, sou objetiva nos meus posts e vocês sabem disso; portanto, tenho certeza que me darão uma trégua nesse monótono dia nublado de janeiro.

Quando você trabalha em um livro você não escreve apenas no horário definido para tal. Não dá para escrever sem parar por 6 horas seguidas. Eu preciso estudar sobre assuntos dos quais quero que faça parte da minha história, preciso ler sobre as opiniões alheias e abrir a mente para novas possibilidades, caso venha – ou não – a me bloquear no trajeto.

Ou seja, fico um bom tempo navegando na internet, lendo matérias, artigos, contos e – no meu caso – assuntos científicos. Por mais óbvio que isso seja, é insanidade da minha parte ter ‘vergonha’ que os outros me vejam assistindo o seriado Supernatural como ‘dever de casa’ para o Projeto? Eu pergunto.

É claro que eu já tinha interesse na série e queria há muito pegar para ver, mas só agora tive um motivo mais forte. Pior é escrever sobre isso para se explicar como se fosse errado, rs. :P Viu? É patológico, só pode ser.

Enfim, eu não deveria sentir vergonha das coisas que faço para acrescentar ideias ao livro, afinal trabalho com criação e preciso disso, mas até a culpa de ter nascido nos é imposta há séculos, então quem sou eu para provar que jogar World of Warcraft ou ler um livro – NO HORÁRIO DE TRABALHO – só traz benefícios?

Quem sou eu para dizer que concentração só se ganha por consequência do prazer?

Nota do autor: Tenho uma amiga que me ajudou a desvendar um dos grandes traumas de criança envolvendo uma professora que me culpou pelo ‘furto’ de um chocolate do qual nem senti o cheiro. :/ Já contei essa história no blog Finding my Neverland. A droga é tentar trabalhar o trauma, pois nunca soube por onde começar, rs.

Ps. Ainda to devendo a vcs um post sobre pontos de vista do personagem. Não esqueci. ;)

 
3 Comments

Publicado por em 16/01/2012 em Aprendizado, Desabafo, Projeto 16

 

Tags: ,

A regra dos 300 segundos

Páginas escritas: 0 (Tem sido assim há um tempo já…)
Páginas revisadas: 0
Leitura: Frila – Parecer + Terminei Destino e Jogos Vorazes e to na metade de Em chamas

Primeiramente, quero pedir desculpas aos 3 ou 4 leitores – que deixaram claro que tenho -, rs, pelo desabafo no último post. Estava passando por uma época sensível, cujos fantasmas do passado não queriam me deixar em paz. Já melhorou. Assim espero.

Não queria passar tanto tempo assim sem atualizar. A verdade é que não posso usar a desculpa de que o tempo não existe. A gente que faz o tempo, se deixar a gente veste essa desculpa pra sempre e quando percebe, já é tarde demais.

E é por isso que vou criar uma fórmula ideal para o meu blog. Vcs vão ver. É imbatível. Genial. Surpreendente. Algo que vcs nunca verão em outro blog. É inovador e fascinante! É…. de tirar o fôlego. :P

A regra dos 300 segundos.

Vou dar notícias, vou discutir, vou fofocar, vou contar como estão indo os meus projetos… mas tudo deverá ser feito em 300 segundos. =) Claro que a regra tem exceção. Quando for para escrever algo mais elaborado, contar alguma novidade muito bacana, vou ignorá-la. Porém, no geral, no dia a dia, executarei a regra a fim de não deixar este blog às moscas virtuais.

E para deixar claro que não estou burlando a minha própria regra no primeiro post, esse post não levou nem 300 segundos para ficar pronto. Viu? Eu sou uma mulher de palavra.

Obs. Comecei a auto-escola, o que toma 5-6 horas de todos os meus sábados, mas vale a pena. Vai valer um dia, pelo menos. ;)  

 
Leave a comment

Publicado por em 03/07/2011 em Novidades

 

Tags:

Quando o frila toma conta da gente…

Páginas escritas: 0
Páginas revisadas: 0
Leitura: 383 (Frila – Parecer: terminei de ler)

Não escrevo há dois dias. :/

Segundo Ariel Rivadeneira, “O VERDADEIRO ESCRITOR sente grande necessidade de transmitir uma ideia ou mensagem; ele tem algo a dizer. Esse é o desejo que praticamente o obriga a abandonar tudo, pelo menos no plano mental, e escrever…” (Como escrever um livro, P. 13)

- Larguei tudo de verdade (e não somente no plano mental) – check (embora numa situação macro e não a atual referente)

- Algo a dizer – check

- Escrever – NOT

Sei que estou sendo radical e me punindo por uma coisa que não tem saída. Preciso trabalhar nos frilas para ganhar dinheiro, pois ninguém vive de oxigênio apenas. Mas não é bem o que parece. Estou sendo negligente para com os meus projetos e comigo mesma. Afinal, tudo é questão de organização. Eu poderia sim ter dividido os trabalhos nesses últimos dois dias.

Tá, eu fiquei doente e meu nariz não parava de escorrer. Além disso, o remédio que tomei (trimedal) dá um sono do cacete e meus olhos fechavam o tempo todo sem a minha permissão!

Mas eu poderia ter arranjado tempo para escrever e não o fiz.

Conclusão: Amanhã vou tentar voltar ao ritmo e recuperar o que esqueci, pois nem as ideias que tive foram anotadas. Ai ai. Pelo menos terminei de ler o livro do parecer e no more tontura. =P

Obs. A boa notícia é que tirei cópia de algumas fichas de RPG para jogar e como o jogo não vai mais rolar, vou usá-las para os meus personagens do Projeto 16. Isso vai ajudar. Fato!

 
3 Comments

Publicado por em 13/04/2011 em Desabafo

 

Tags: , ,

E a Sra. Disciplina, vai bem?

Páginas escritas: 0
Páginas revisadas: 0
Leitura: 7 páginas (de Harry e seus fãs, que li enquanto aguardava na sala de espera da editora para entregar um trabalho)

Quando eu decidi que ia trabalhar como escritora e sobreviver com os frilas, a primeira coisa que escutei de praticamente todo mundo foi: “Ih, mas vc tem disciplina para trabalhar de casa?” E quando as pessoas não abordavam o assunto de cara, eu que levava à mesa. Acho que a preocupação maior sempre foi mais minha do que a dos outros.

É difícil. Todo mundo sabe disso. Se não sabe fica sabendo agora!

Eu trabalho desde os meus 17 anos na “rua”. Eu tinha 17 na época, né? Bom… comecei de verdade – ganhando dinheiro – no comércio de lojas de shopping, depois passei para uma locadora, consultório médico… (tudo isso sem férias) Minhas primeiras férias foram em 2008. Janeiro. Fui para Mauá. Delícia. E foram as últimas também! Porque depois disso comecei a trabalhar na profissão de Web como estagiária ou como contratada, e fui recebendo propostas cada vez melhores ao ponto de não me deixar completar 1 ano nas empresas e poder tirar as benditas férias. Acontece.

Entretanto, isso não faz tanta diferença quando você tem chefes maravilhosos que te deixam tirar uma semana ou duas no meio do mês – do nada -, sem compromisso nenhum. Eu ganhei na loto. Só tive chefe bom até hoje! Por isso, pude descansar mesmo sem as férias.

E, para mim, sempre foi muito fácil ter disciplina para chegar no horário, fazer meu trabalho direito e agir de acordo, porque eu sabia o que eu tinha que fazer.

E agora pedi demissão. Preciso trabalhar de casa e colocar de lado toda aquela vontade de dormir até mais tarde, de abrir a geladeira a cada 10 minutos, de dispensar o telefone quando necessário, de não ficar batendo papo no gtalk o tempo todo… Toda situação é diferente quando se trabalha sem prazo.

Veja bem, a dificuldade não é trabalhar de casa. Eu estou indo muito bem com os meus frilas e estou entregando tudo no prazo. Entreguei um hoje, inclusive, antecipadamente.

Para ser escritora sem prazo, sei que preciso criar metas de trabalho. 2, 5, 10, 1.000 páginas por dia. Isso vai depender, é claro, do meu tempo de trabalho separado para isso, que também faz parte de me disciplinar para conseguir dividir tudo certinho! Affe.

Conclusão: Voltei de viagem e parece que tudo acumulou. A impressão é que por estar em casa o tempo todo tenho tempo livre de sobra, certo? Negativo! To mais enrolada que cabelo fino. Sei que isso não é desculpa e é por isso que preciso me forçar a ter mais organização. Então, meu prazo é: segunda-feira. Vou traçar as metas e dividir os trabalhos num arquivo e me organizar. Afinal, é uma vergonha que eu tenha criado esse diário e até agora não tenha conseguido escrever meus projetos.

Obs. Acabei de tirar 2 sisos e o efeito da anestesia ainda não foi embora. Ai, que desconfortável!! 48h só de sorvete e geleia de mocotó! Já tomei uma taça gigante. Posso pegar mais?

Au revoir!

 
2 Comments

Publicado por em 23/03/2011 em Desabafo

 

Tags: ,

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 888 other followers