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Total de palavras: 28.952 (a partir de agora vou contabilizar isso também)
Leitura: Paranormalcy, de Kiersten White

Morre ou não morre? Termina com a mocinha ou não termina? Foge pro exterior? Casa e tem muitos filhinhos? Derrota o dragão mas perde um amigo importante na jornada?
Pode parecer fácil definir o final para cada personagem, mas to batendo cabeça na parede aqui. Não deveria me preocupar muito com isso agora como disseram os mestres “escreva o que vier na cabeça, depois revisa”. É praticamente uma mãe dizendo ao filho para não comer o doce – QUE JÁ TÁ NA MÃO DA CRIANÇA – antes do almoço. Pirou?
Não que o doce esteja completamente na minha mão, pois isso seria contar mentiras, e contar mentiras é muito feio! Uh-hum. Eu não tenho o doce de todos os personagens, muito menos o almoço. To no café da manhã e olhe lá.
Tá, eu tenho uma noção básica, estratégica, do que vai acontecer ao meu personagem principal. Os outros ainda são uma incógnita. Lembra que eu disse há um tempão que ia fazer fichas dos meus personagens? Pois é. Iniciei o processo, dei nomes, tracei algumas obviedades, mas parei ali. Não consegui um progresso muito plausível. Digamos que eu não tenha tentado. Simplesmente esqueci de voltar para eles, de verdade. Fiquei escrevendo e escrevendo e escrevendo… (como os mestres mandam, rs)
Acho que em algum momento vou sentir falta da base deles. Essa ficha. To sentindo isso. Afinal, preciso saber como eles eram antes de tudo, como estão reagindo e como vão se sair na história. Todo mundo cresce e aprende na vida, certo? Pois é. Personagens também, óbvio. Principalmente porque ao criar uma história tão complexa como a minha, hehehe, os personagens são mega importantes em todas as formas. O ambiente é uma personagem forte. Ou seja, to fufu.
Já defini os arquétipos cinco vezes. o.O Não é que toda hora mude, mas as máscaras é que ficam aparecendo sem piedade.
(Leia mais sobre máscaras de personagem em A jornada do escritor, de Christopher Vogler, e O monomito, de Joseph Campbell)
E quando você começa a sentir pelos personagens? Dói fazer algumas coisas e decidir por eles. Não digo nem que eu decido não, porque na maioria das vezes eles se escrevem sozinhos, tal como a história, sou apenas o canudo que transmite a mensagem, risos. Mas quando a gente toma decisões por eles conscientemente é que a garganta fecha e a saliva perdura. Drama, drama, drama. Not easy.
Espero ter boas notícias em algumas semanas…
Au revoir!


