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Palavra do dia: Saudade

[sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável]

Saudade da neve, que torceu por mim;
Saudade do faz de conta de sereia, o mergulho nas ondas…
Saudade de deitar na grama, sem frescuras e receios;
Saudade do apego e dos flertes ingênuos.

Saudade da liberdade, do vento e do ar livre;
Saudade do tempo que isso era moda…
Saudade de viver por entre as linhas, além das janelas de vidro;
Saudade do medo de viver cada dia.

Saudade de sentir saudade…

 
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Publicado por em 08/02/2012 em Palavra do dia, Poesia

 

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Aprendendo a fazer listinhas

Páginas escritas: 10
Páginas revisadas: 50
Total de palavras: 31.451
Leitura: Paranormalcy, de Kiersten White/ Belas Maldições, de Neil Gaiman e Terry Pratchett/O Zen e a arte da escrita, de Ray Bradbury

FENOMENAL! Começo o post em caps lock para ilustrar a minha opinião em relação ao livro O Zen e a arte da escrita! O livro reúne várias ideias e conta as impressões da infância do autor, das leituras e de como ele encara a vida do escritor. Super interessante e com dicas supimpas!

Não terminei de ler ainda – comecei ontem! – e já estou empolgada! No segundo capítulo – ou ensaio – ele fala sobre listas que ele fazia de palavras soltas que ajudavam a definir quem ele era e o que ele queria escrever. É maluco e chega até a ser psico, se pensar no estudo por trás das palavras, mas faz sentido!

É quase um brainstorm, só que não da história, mas de você mesmo. Claro que como exercício resolvi aplicar ao Projeto 16 e adivinha o que descobri? Tá, não posso falar, mas prometo que é fantástico! É como encontrar uma mina de ouro, rs. Sei que não é nenhum bicho de sete cabeças e qualquer um poderia ter pensado nisso, mas foi preciso eu ler ‘listas’ para abrir a minha mente. ;)

Afinal, muita gente já deve ter feito isso na vida. Já fiz listas de palavras-chave em palestras, na escola, na faculdade, enfim… não é completamente anormal. Mas da maneira como o autor coloca nesse livro, me pareceu um mundo novo, ahahahahaha.

Na psicologia isso serve de aprendizado sobre traumas, medos e passado. É bem bacana o estudo! Fiquei entusiasmada. Agora quero fazer listas para tudo, risos! Até tive uma ideia para um conto a partir de uma palavra da minha lista (e farei um dia!), mas não posso desfocar meu tempo do Projeto 16 se pretendo terminar em março/abril (o primeiro rascunho, é claro!).

Sim, pretendo terminar o livro mês que vem. o.O Não sei como conseguirei essa façanha, mas não custa nada pensar positivo e sonhar, não é? Vai ser o melhor presente de aniversário ‘EVAH’ se conseguir finalizar até março/abril! Torçam por mim!

Façam listas também… anote as palavras, quaisquer palavras, que vêm à sua cabeça e depois de um tempo volte ao papel (ou computador, whatever) e analise-as! Você verá um mundo novo de possibilidades e ideias! É mais ou menos como me sinto com o Palavra do dia aqui no blog! São coisas que só são criadas a partir da palavra que escolho. É interessante… mexe com a gente.

Au revoir!

Ps. Obrigada @titamirra pela dica do livro do Ray Bradbury! <3

 
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Publicado por em 08/02/2012 em Aprendizado, Projeto 16

 

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Palavra do dia: Café com leite

Uma senhora magra e miúda que levava consigo seus setenta e poucos anos entrou no café. Naquele dia resolvera colocar uma saia longa preta, sapatos confortáveis, blusa larga salmão, porque a outra blusa bordô que combinaria mais com o dia ensolarado estava na cesta para lavar.

Sentou-se na primeira cadeira ao lado da porta de entrada de vidro. A garçonete prontamente veio atendê-la.

- O que deseja?

A senhora não respondeu de imediato. Olhou para o lado de fora, para as pessoas na rua, desviou o olhar para a atendente logo à sua frente e desatou a conversar. Ela falava tão baixo, com uma voz tão frágil, que era impossível entender o que dizia. Depois de alguns minutos, finalmente pareceu fazer o seu pedido. Em uma das frases a palavra café se destacou, depois queijo e por último leite e água. Nesta ordem.

A atendente então resumindo o pedido e tentando se decidir se havia compreendido tudo, repetiu:

- Café com leite, 2 pães de queijo e uma água sem gás?

A senhora assentiu com um sorrisinho fofo no rosto.

Quando o pedido dela chegou e foi organizado na mesa deu uma mordida primeiro no pão de queijo. Estava crocante e seco, do jeito que ela gostava. Arriscou um gole do café com leite sem antes verificar se estava quente ao ponto de queimar a língua. Deu sorte. Estava na medida certa. Em seguida, tomou um gole da água.

Então, ele chegou. Um rapaz carregando seus quarenta e poucos anos, uma camiseta regata, bermuda, chinelos Rider e poucos fios de cabelo na careca.

A senhora se levantou para cumprimentá-lo, os dois se abraçaram de leve, beijaram-se na face e, em seguida, se acomodaram na mesa ao lado da entrada da porta de vidro. O homem não esperou a atendente. Pediu em voz alta para a funcionária que estava atrás do balcão:

- Um espresso, por favor!

A voz do homem era firme e pesada, grave, mas não atingia volumes desnecessários. Ninguém no café parecia perceber a conversa que o homem articulava com a senhora e tão pouco lhe importava. A senhora só ouvia e de vez em quando olhava para a mesa do café com leite e pão de queijo, porque era justamente disso a que ele se referia.

- A senhora não se cuida! A senhora não faz dieta! A senhora não faz exercício físico, não quer saber dos exames, não se cuida! É teimosa e não escuta!

E ela parecia sem reação. Não tocou mais no café com leite – que só havia tomado dois goles – e o segundo pão de queijo esfriava no prato à sua frente. Não sorria mais com jeito fofo.

- Eu… eu to fazendo… exercício – arriscou ela quase sussurrando. – Estou caminhando…

- Não, a senhora não está – interrompeu o homem. – Não está se cuidando não. A gente fala e fala e fala e a senhora não escuta. É sempre assim! Não adianta fala nada pra senhora.

O jeito que ele falava era rude e continuou assim por muito tempo. Quem sabe o que o passado daquela senhora condenava? Quais besteiras ela já havia aprontado com o rapaz para que ele não tivesse mais paciência. O que antes dizia com paixão que hoje, com idade avançada, já não tinha mais forças para dizer? E o que tinha de ouvir dos outros que já estava cansada de ouvir?

Um casal entrou no café; pai e filha, e interrompeu a conversa calorosa do homem careca. Eles se conheciam há anos e os abraços foram apertados. A senhora deixando-os conversando do lado de fora do café foi pagar a conta no balcão. E sem tomar o café com leite que havia pedido e sem comer o segundo pãozinho de queijo, foi embora.

 
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Publicado por em 07/02/2012 em Palavra do dia

 

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Palavra do dia: Detran

- Estão prontas? – perguntou o instrutor da auto-escola para as três meninas assustadas, sentadas no cantinho da recepção. Eu era uma delas. Fiz que sim com a cabeça e, em seguida, fomos até o carro; um gol preto 1.0 2010. O carro da prova.

Até o Detran do Fundão levamos uns 40 minutos. Sem trânsito. Melhor para os nervos. Nós três já estávamos com o coração na garganta. Mas nem por um segundo parei de pensar tanto faz ser aprovada ou não, tenho tempo, terei outras chances. Não se preocupe. Faça o que puder.

O carro parou atrás de uma fila gigante, carros de inúmeras auto-escolas do RJ. Descemos e fomos até as cadeiras embaixo de um toldo branco. Os responsáveis pela prova estavam todos de colete azul, alguns de branco, e as pessoas faziam fila para colher as digitais. Obviamente pessoas tão esbranquiçadas pelo medo como a gente. Ficamos conversando para aliviar a tensão até a primeira de nós ser chamada.

Logo à frente das cadeiras tinha uma vaga de balizas e a fila continuava até o final do quarteirão. Ou seja, quem tava de fora olhando conseguia acompanhar as provas alheias pelo menos das duas primeiras vagas. Tenso isso, viu?! Você começa a ver o que o outro tá errando e te dá nervoso, vontade de gritar e ajudar o cara. Nada divertido.

A primeira menina reprovou. Era a segunda vez que ela fazia a prova e não conseguiu sair da baliza. :/ Muito triste. Bateu um desespero. Calma, Vivi. A segunda foi chamada. Demorou muito para ela voltar. Já era meio-dia, o sol tava forte, todo mundo com calor e o fígado na garganta. A outra menina voltou… passou! Perdeu 2 pontos só na conversão e conseguiu! Ai, que felicidade! É possível, então! =)

- Vai lá, sua vez – disse o meu instrutor.

Entrei na fila da digital, coloquei meu dedão direito, entreguei a minha identidade ao garotão de calça jeans, blusa branca e fone no ouvido – que não me deu boa-tarde quando eu falei. Vinte minutos depois fui chamada por uma mulher de ‘túnica’ azul. Era chegada a hora. Ela me entregou a identidade, que guardei imediatamente na bolsa, e me mandou ir para o carro.

Entreguei a bolsa para o meu instrutor e esperei. Daqui a pouco vem a mulher e grita:

- Pode entrar no carro, filha!

Entrei.

Os instrutores enfatizam na questão ‘banco, espelho e retrovisor’. Você precisa se ajeitar antes da prova mesmo que isso signifique colocar o espelho pro lado e devolvê-lo ao mesmo lugar. A galera só precisa ver que você mexeu, então esperei a mulher entrar no carro para começar. Quando ela entrou, perguntou se eu estava pronta. Respondi que eu ainda ia me ajeitar.

- Não, filha. Quando a gente diz para entrar no carro é para já ir se arrumando. Vai, se ajeita.

Me ajeitei.

- Liga o carro – disse a mulher, super grossa.

- Vou só colocar o cinto – respondi, colocando o cinto.

- Agora espera que a instrutora vem falar com você, ok? Presta atenção nela! – Outra vez aquela voz grossa. Isso tava começando a ficar chato.

Olhei para a instrutora que vinha em direção ao carro, segurando um cronômetro na mão. Ela chegou conversando com a outra mulher, a que tava sentada no banco carona, sobre um assunto nada a ver, olhou para mim apenas (não disse boa-tarde) e saiu. A mulher do banco carona olhou para mim como se dissesse tá esperando o quê, filha?, e de fato disse algo parecido logo em seguida.

- Já começou a contar o tempo? – perguntei perdida e incrédula por não terem me avisado. A mulher apenas olhou para mim.

Resolvi começar o mais rápido possível. Liguei a seta para a direita, marcha ré e freio de mão. Esperei a primeira baliza aparecer onde devia e parei com o carro. Virei tudo para a direita. Liguei a seta de novo. O carro começou a entrar na vaga. A mulher não falou nada. Vi as três balizas de trás e parei. Girei o volante para o lado contrário uma volta e meia a fim de ‘zerá-lo’ e deixei o carro entrar um pouquinho mais na vaga. Seta de novo e volante tudo para a esquerda. Entrei na vaga. Seta e volante para a direita, primeira marcha e vamos ajeitar o carro. Parei.

- Vem cá – disse a mulher que estava com o cronômetro do lado de fora. – Vai deixar esse carro assim torto desse jeito. Pode consertar! Eu, hein?

Nesse nível.

Volante para a direita, seta para a direita e vamos desentortar.

- Ah! Agora sim, né? Pode sair da vaga – disse a mulher carrasca.

Seta para a esquerda, marcha ré. Cheguei até o limite – com cuidado para não bater nas balizas -, depois primeira marcha, seta de novo e volante tudo para a esquerda. Olhei duas vezes para fora da janela (como mandam!) e saí com o carro até a primeira marca da baliza. Seta de novo, volante tudo para a direita e vamos deixar o carro reto. Depois girei uma volta e meia para o lado contrário e segui um pouco mais. Pronto. Baliza = check.

- Agora você espera a instrutora entrar no carro – disse a mulher do carona.

Eles não têm nomes. o.O Nem dão bom-dia, boa-tarde, que seja.

A mulher de fora, com roupa normal, sem a túnica azul, provavelmente general da horda de zumbis, entrou no carro. Mais uma vez falando de um assunto que – tenho certeza – ninguém estaria interessado.

- Aquela mulher ligou ontem, né? – começou ela para a carrasca número 1. – Eu disse que não era daquele jeito, que não dava, mas ela insistiu.

- Pode sair com o carro – interrompeu a Carrasca número 1.

Seta para a esquerda, retrovisor, cabeça para a fora e vamos nessa.

- Você não tá vendo aquele carro ali não? – disse a Carrasca número 2. – Aquele ali, logo atrás de você, vindo na sua direção.

- Sim, eu to vendo – respondi tentando manter a calma. – Ele está parado dando passagem. Acabei de ver no retrovisor.

- Acabou de ver no retrovisor? Você tem certeza? Porque ele só parou agora, antes você tava seguindo sem nem olhar para trás.

- Eu to olhando, to vendo que não tem ninguém vindo.

- Era só o que me faltava. Aquele caminhão não é ninguém.

Segui em frente, passei a segunda. Liguei a seta e fui para a pista da direita.

- Vocês me avisam onde tenho que virar? – perguntei desejando estar na minha cama longe desses ogros do inferno.

- É aquela ali à direita.

Quando cheguei perto da virada, pisei um pouco no freio e continuei. Elas continuavam falando besteiras para me estressar, coisa que – sinceramente – não lembro mais. Eram tantas as pinibas que, ainda bem, não registrei. A prova de trânsito era uma volta no quarteirão, 1km no máximo. Super rápida e simples. Elas faziam parecer a pior coisa do mundo. Enfim.

Cheguei na rotatória e elas começaram a gritar de novo. Só pisei um pouco no freio para fazer a curva e elas interpretaram como se eu tivesse parando numa rotatória. ÓBVIO que não, mas como o carro não parou completamente elas não puderam fazer nada. Só ficaram repetindo:

- Péssimo isso, hein?! A gente falou para seguir aquele carro branco e precisa dar essa volta ao mundo? Tão largo assim? Péssimo! Vou tirar ponto aqui da conversão. Nãaaaao! Onde já se viu isso? – A carrasca número 2, aquela lá do banco de trás, nasceu com uma cenoura no traseiro. Só pode ser.

Perdi 2 pontos na rotatória. Continuei como se nada tivesse acontecido.

Eu já tava na terceira marcha e não precisei diminuir. Última curva.

- Agora você para o carro ali atrás daquele vermelho, tá vendo? – Carrasca número 2 ataca novamente. Tinham dois carros vermelhos, um em cada fileira.

100 metros até a fileira de carros.

- Qual deles? – perguntei.

- Esse mesmo da sua via. Você sabe que vai estacionar né?

- Sim, calma, eu sei. – Aí liguei a seta para a esquerda.

- Calma? É para hoje, filha! “Calma”, é tanto o que eu tenho que ouvir aqui nesse treco. Onde já se viu? Vocês são todos assim! Que absurdo!

Parei o carro, ponto morto e freio de mão.

- Olha, vou te contar, viu, mas você foi aprovada. Pode sair do carro! – Carrasca número 2, você é a pessoa mais imbecil que eu já conheci em toda a minha vida.

Saí do carro tremendo. Meu instrutor tava logo ali com a minha bolsa, me abraçou e disse:

- Vai tomar uma água e avisa para aquela senhora lá, mãe de uma aluna, que você vai de carona com ela pra casa.

Tentei sorrir, mas o nervosismo me venceu. A vontade que eu tive era de chorar, de felicidade, de alívio, de raiva, não sei dizer. Mas achei melhor segurar…

Voltei ao garotão de fone de ouvido e peguei meu Renach carimbado. Só perdi 2 pontos naquela maldita rotatória. Pelo que soube… muita gente perdeu aqueles mesmos pontos. Em seguida, tomei uma água de coco e esperei a hora de voltar para casa.

Pimba na cara daquelas duas, viu?! Ô, gente que não tem mais o que fazer…

 
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Publicado por em 06/02/2012 em Palavra do dia

 

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Palavra do dia

O projeto Palavra do dia nasceu no meu outro blog Finding my Neverland – que atualmente está passando por um processo de não sei se continuo com ele, sabe? ;) – que tinha por intenção pensar em uma palavra qualquer e contar alguma coisa sobre ela.

Resolvi reativá-lo ainda com intuito de exercitar, é claro, porém com uma proposta mais séria de me ensinar melhor prazos e obrigações. Mesmo que a escrita não esteja completamente correta ou o assunto não tenha sentido algum, até pq raramente terei tempo de revisar os textos ou sequer “floreá-los”. Vai ser bruto mesmo! :P Direto do forno… ou melhor, CRU! #euri

A ideia é para ser um assunto por dia, com palavras aleatórias, histórias que podem ser contadas na primeira ou terceira pessoa, e com um ponto de vista qualquer que dê na telha. Não sei se no início conseguirei dar conta de uma palavra por dia, mas como já dizia o mestre Yoda: Do or do not… there is no try.

Quem quiser pode acompanhar os posts na aba do blog lá em cima Palavra do dia;)

Ps. A partir da semana que vem e, pelo amor de Eru, final de semana não conta, tá? ;)  

 
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Publicado por em 02/02/2012 em Palavra do dia

 

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Livros de janeiro

Resolvi contar um pouquinho sobre os livros que li este mês. Vejam bem, não são resenhas, apenas uma brincadeira aí para ilustrar o que achei de cada um. #^.^# (Vejam que não coloco sinopse de nenhum. É proposital, a intenção é apenas ‘desabafar’.)

 

Azincourt, de Bernard Cornwell

Quem me conhece sabe que eu pago pau – desculpe o Francês – para esse cara! O maluco é simplesmente magistral! Quem conhece os livros do autor sabe que a narrativa é de tirar o fôlego e a pesquisa, no mínimo, honrosa. Para quem não sabe… Cornwell é inglês, mas vive nos EUA desde 1979, e é um p*** pesquisador da época medieval! Você não lê apenas um livro dele, você aprende história. Fenomenal! Azincourt não é diferente das outras obras. A fórmula que ele costuma usar é simples e objetiva. Nesse caso, o personagem principal é mais um apoio à história e à guerra, que é a protagonista. E o autor é tão fenomenal narrando em terceira pessoa como é quando usa o formato em primeira. AMEI! Quero o filme. ;)

 

 

 

 

Sr. Ardiloso Cortês: Dias sombrios, de Derek Landy

Mesmo para quem não gosta do estilo aventuresco da fantasia não vai deixar de se divertir. É engraçado, fácil de ler, gostoso e único! É mesmo um livro que tem tudo a ver com Tim Burton e Johnny Depp (risos)! Se fizerem mesmo o filme baseado no primeiro livro… vou surtar! Ah, é! Esqueci de comentar! Esse é o terceiro da série, mas como foi um trabalho não deu tempo de ler os dois primeiros, infelizmente. Mas já estão na minha listinha aqui de leitura!

 

 

 

O castelo, de Franz Kafka

O que eu vou dizer é apenas uma constatação e não significa que não se aplica a mim: Franz Kafka não é para qualquer um. Não é só uma questão de entendimento, compreensão da história ou da narrativa de uma pessoa, bem, digamos, perturbada. Aplica-se aqui a capacidade do leitor de visualizar os traços irônicos e a atração do autor pelo realismo. As conversas entre as pessoas chegam a ser surreais de tão ‘expostas’. É como ler um diálogo entre o Mad Hatter e qualquer pessoa tão insana quanto ele em todos os personagens do livro. A gente não sabe muito o que esperar de nada… E uma frase – do próprio autor – que define demais esse livro é: “Alguns livros funcionam como uma chave para as salas desconhecidas do nosso próprio castelo”.

Obs. Ainda não terminei o livro, pois considero uma leitura bastante lenta e difícil de me concentrar com tanta correria do nosso século atual, mas pretendo. 

 

Quarto e último livro: O incrível mundo do senhor da chuva: A rainha do ar, de Janda Montenegro

Não tem foto porque ainda não foi publicado. ;) Chique, né? Janda me emprestou a boneca e me senti honrada. É o segundo livro da série infantojuvenil e é simplesmente fofo! Acho só que a autora poderia ter abusado um pouco mais de alguns elementos e se esticado na história, porque acabou muito rápido. =D

Esses foram os quatro livros de janeiro! Vamos ver se poderei ler quatro de novo – ou mais – em fevereiro! Amanhã começo o tão esperado por mim (risos!) Belas maldições, de Neil Gaiman e Terry Pratchett! Não vejo a hora!

Au revoir!

 
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Publicado por em 31/01/2012 em Livros do mês

 

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Destinos de personagens

Páginas escritas: 5
Páginas revisadas: 0
Total de palavras: 28.952 (a partir de agora vou contabilizar isso também)
Leitura: Paranormalcy, de Kiersten White

Morre ou não morre? Termina com a mocinha ou não termina? Foge pro exterior? Casa e tem muitos filhinhos? Derrota o dragão mas perde um amigo importante na jornada?

Pode parecer fácil definir o final para cada personagem, mas to batendo cabeça na parede aqui. Não deveria me preocupar muito com isso agora como disseram os mestres “escreva o que vier na cabeça, depois revisa”. É praticamente uma mãe dizendo ao filho para não comer o doce – QUE JÁ TÁ NA MÃO DA CRIANÇA – antes do almoço. Pirou?

Não que o doce esteja completamente na minha mão, pois isso seria contar mentiras, e contar mentiras é muito feio! Uh-hum. Eu não tenho o doce de todos os personagens, muito menos o almoço. To no café da manhã e olhe lá. ;)

Tá, eu tenho uma noção básica, estratégica, do que vai acontecer ao meu personagem principal. Os outros ainda são uma incógnita. Lembra que eu disse há um tempão que ia fazer fichas dos meus personagens? Pois é. Iniciei o processo, dei nomes, tracei algumas obviedades, mas parei ali. Não consegui um progresso muito plausível. Digamos que eu não tenha tentado. Simplesmente esqueci de voltar para eles, de verdade. Fiquei escrevendo e escrevendo e escrevendo… (como os mestres mandam, rs)

Acho que em algum momento vou sentir falta da base deles. Essa ficha. To sentindo isso. Afinal, preciso saber como eles eram antes de tudo, como estão reagindo e como vão se sair na história. Todo mundo cresce e aprende na vida, certo? Pois é. Personagens também, óbvio. Principalmente porque ao criar uma história tão complexa como a minha, hehehe, os personagens são mega importantes em todas as formas. O ambiente é uma personagem forte. Ou seja, to fufu.

Já defini os arquétipos cinco vezes. o.O Não é que toda hora mude, mas as máscaras é que ficam aparecendo sem piedade. ;) (Leia mais sobre máscaras de personagem em A jornada do escritor, de Christopher Vogler, e O monomito, de Joseph Campbell)

E quando você começa a sentir pelos personagens? Dói fazer algumas coisas e decidir por eles. Não digo nem que eu decido não, porque na maioria das vezes eles se escrevem sozinhos, tal como a história, sou apenas o canudo que transmite a mensagem, risos. Mas quando a gente toma decisões por eles conscientemente é que a garganta fecha e a saliva perdura. Drama, drama, drama. Not easy.

Espero ter boas notícias em algumas semanas…

Au revoir!

 
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Publicado por em 31/01/2012 em Projeto 16

 

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Solidão literária

Páginas escritas: 0 (impossível trabalhar com a obra rolando, snif snif)
Páginas revisadas: 0
Leitura: Paranormalcy, de Kiersten White

Trabalhar em casa o dia todo e sozinha e com ‘livros’ criados por você mesma pode ser… overwhelming – em todos os significados.

Não que eu esteja ‘experimentando’ disso ultimamente, porque com a minha mãe de férias e as obras rolando aqui em casa, fica impossível. =X

Mas já sei o quanto isso faz parte da realidade de um escritor ou freelancer que trabalha de casa. Se a gente deixar rolar, podem se passar 3, 5, 10 dias sem que percebamos que não descemos na rua nem para ir até uma farmácia ou drogaria. Isso pode ser desastroso de diversas formas.

Um dos fatores que me levou à decisão de fazer vôlei é que me obriga a sair de casa pelo menos 3x por semana à noite. Outra coisa que decidi foi andar de bicicleta de manhã todos – ou quase todos – os dias. Essa ainda não coloquei em prática pq ia começar essa semana, mas as tattoos não ajudaram. :/ Prefiro ficar quietinha em casa deixando-as cicatrizar. (veja as fotos das tattoos que fiz na quarta-feira no final do post)

Mas não to falando disso tudo só para me policiar a fazer exercício físico não, risos, também me refiro às questões sociais da vida. ;) É fácil se fechar e se colocar num mundinho à parte onde os personagens podem se tornar amigos. (Aquela que conversa com os próprios personagens, ahahaha)

Todo mundo já deve ter visto algum filme sobre escritor em que ele faz um papel de pessoa perturbada (cof cof psicopata) ou pela solidão, falta de comunicação com o mundo ‘exterior’ ou simplesmente pelas vozes… sabe, as vozes? uhhh.

É claro que a internet, principalmente as redes sociais, tudo ajuda, mas particularmente não consigo deixar de sair na rua, de respirar um ar puro, ver pessoas e conversar com elas ao vivo. Na minha opinião, nada substitui uma saída com os amigos ao cinema, bar, qualquer lugar. Independente de ter gtalk, skype, msn e e-mail.

E isso faz bem. Trocar ideias ajuda a entender melhor as pessoas, a maneira como elas pensam, o jeito de se vestir, de andar, de gesticular. Tudo isso é material para as nossas criações e não descarto nenhuma oportunidade de participar dessas ‘ações e reações humanas’, rs.

O problema disso tudo é a preguiça, dela eu entendo bem. Sei o quanto pode ser difícil depois de passar um dia inteiro dentro de casa, sentada com a bunda na cadeira de frente para o computador, ter que sair para resolver qualquer coisa.

Portanto, decidi que não há problema nenhum em sair com amigos também nos dias de semana. Seja para tomar um sorvete, um café, bater um papo de bar (1 cervejinha semanal não mata, vai!), caminhar na praia, whatever. É um objetivo para 2012. Veremos.

Será que tenho amigos que me amam e vão querer sair comigo? #^.^#

Ps. Não escrevi nenhuma página nos últimos dois dias, mas pelo menos não deixei de exercitar. Escrevi a coluna para o blog da Galera, escrevi no diário, trabalhei que nem uma condenada no frila e terminei (ufa!) e, o principal, fiz bastante pesquisa sobre o assunto do Projeto 16.

Au revoir!

 
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Publicado por em 27/01/2012 em Conselhos

 

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Livros X filmes no Papos de sexta da Galera!

Hoje é dia de coluna no blog da Galera Record! =)

Todo mundo que me conhece sabe o quanto eu sou apaixonada por Senhor dos Anéis e Harry Potter. Respiro ambos desde meus doze anos, quando o mundo ainda não vivia o boom da era digital, mídias sociais e mobilidade social *cof cof* celular. Mas é claro que já existia o cinema (hello, me chamo Viviane e sou uma pirralha dos anos 80). Quando eu nasci já tínhamos grandes nomes como Spielberg, George Lucas e James Cameron, não esquecendo, é claro, dos mais clássicos ainda: Hitchcock, Coppola, Scorsese, Polanski, Woody Allen, entre muitos outros.

Leia mais aqui e comente!

Au revoir!

 
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Publicado por em 27/01/2012 em Coluna da Vivi

 

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Apresentação número 100 do musical Tim Maia

E eu tava lá!

Foto: Vivi Maurey (Musical Tim Maia - 20/01/12)

Como admiradora, pseudo-escritora, jornalista e pessoa, principalmente, não podia deixar de comentar pelo menos algumas palavras sobre o musical Tim Maia – vale tudo!

Meu queixo caiu, não fui capaz de manter as lágrimas nos olhos, e me surpreendi com o carisma de Tiago Abravanel. Cara, o maluco é fenomenal! O elenco é bizonho também, as vozes femininas – minha nossa senhora! Gostei muito do maluco que interpretou o Roberto Carlos. Sérin, hilário!

Foto: Vivi Maurey (Musical Tim Maia - 20/01/12)

Agora… vamos combinar. O texto de Nelson Motta é de arrepiar até as orelhas! Vale tudo realmente! =) Sensacional!

O mais emocionante foi prestigiar o espetáculo no dia da comemoração de 100 apresentações. Sem preço. Tirei foto do elenco, do bolo e minha mãe até bebeu champanhe. Mó barato. =)

Foto: Vivi Maurey (Musical Tim Maia - 20/01/12)

Obrigada mamoca por ter me proporcionado a oportunidade. =)

Uma salva de palmas – de pé e chorando.

 
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Publicado por em 23/01/2012 em Eventos

 

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