Retratos de uma fã
Não sei se é possível expressar o que se sente quando alguém ou alguma obra te leva a ser um fã. Não tem como definir. Pelo menos não deveria, porque é relativo.
Tem pessoas que se apaixonam por atores ou atrizes, pois de certa forma se identificaram e/ou admiram seu trabalho, outras se apaixonam perdidamente por personagens, quase ao ponto de sofrer por não ter algo mais concreto para ver ou tocar, e simplesmente aquelas que se apaixonam por outras pessoas; seres humanos comuns, com defeitos e qualidades, com falhas, o anti-herói clássico. Inacreditável, né?!
Veja bem, não estou dizendo que atores ou atrizes famosos não são seres humanos comuns, risos, mas no conceito de fã – que é onde eu quero chegar -, eles estão mais perto de serem comparados aos heróis clássicos, que não têm defeitos.
É até engraçado pensar em todas as coisas que sou fã e o quanto é importante gritar para o mundo esse sentimento. Quantas vezes eu já não comprei brincos, roupas ou objetos decorativos temáticos para usá-los em público, para que desta forma, todos soubessem do que eu gosto?! Fã leva essas coisas tão a sério, que chega a ser strognoficamente patético, não é mesmo?
Existe até uma espécie de competição, seja com palavras ou demonstrações ou até – como eu já disse que eu mesma faço – comprando artefatos que justifiquem essa paixão…
Claro que tem gente que exagera! Discute para ver quem gosta mais, gasta mais dinheiro para dizer que tem, enfim… Até porque mesmo por meio do exagero – quase sempre a maneira usada pelos fãs fanáticos -, não se tem um resultado satisfatório. Não importa o quanto se grite para o mundo, ninguém nunca vai saber de fato o quanto você é um fã. Seja de algum filme, livro, pessoa, objeto, animal, lugar, daquele ursinho de pelúcia de infância, da música tal dos anos 80 ou da banda dos anos 70, daquele personagem que você não se conforma que não existe… Todos somos fãs número um.
Cá pra nós, ser fã é divertido pra caramba e, deixando essa baboseira toda que eu acabei de falar que não serve para nada mesmo, eu SOU DE FATO (rs) fã número 1 de J.R.R Tolkien. Posso não ter lido ainda todas as suas obras, não conhecer algumas de suas cartas publicadas, não ser sua filha ou neta, não ter as respostas de suas obras na ponta da língua, mas sou a fã número um sim! Humpf! Ora bolas…
Seus livros não são objetos apenas… são sentidos, sentidos de vida.
Sentidos dos quais poucos conseguem alcançar em seus murmúrios inúteis e patológicos. É só imaginar, uma dimensão em que tudo faz sentido, porém inatingível para os que não sentem a força das poderosas linhas esculpidas pelos autor, a constante sensação de liberdade ao caminhar pelos vales do condado e a excitação por atravessar campos desconhecidos, com personagens que transparecem o talento desse autor magnífico em sua plenitude… (Cof Cof)
Retomando: Pro fã, isso pode se tornar, além de uma relíquia, uma ambição, uma ideia, um conforto. É como uma orquestra bem regida. *dramaqueen mode on* É como o amor, risos, é sério! É um só, mas desenhamos e expressamos da maneira que nos convém pelo simples fato de nos ser mais satisfatório. Não é poético?
Não tem erro! É só prestar atenção em detalhes como; quando a gente fecha um livro, de preferência um maravilhosamente bem escrito, a sensação que se tem é “quero mais e mais e mais”. Simples assim.Você se torna um fã!

Edu
21/12/2011 at 6:08 PM
FODA! Disse tudo!!!